sábado, 25 de abril de 2009

Integração

O RASEA não pretende substituir tecnologias, arquiteturas, aplicações ou fontes de informação existentes na organização, e sim possibilitar a integração com o legado utilizando padrões abertos. Os problemas de integração (ANAYA; ORTIZ, 2005, p. 27) são analisados e tratados sob três pontos de vista: i) aplicação; ii) informação e; iii) tecnologia. Os pontos de integração foram avaliados com base no modelo Enterprise Application Integration (EAI).

A interação com aplicações pode acontecer de duas formas: i) comunicação com aplicações parceiras ou; ii) autônomas. A interoperabilidade entre o servidor RASEA e as aplicações, sejam elas parceiras ou autônomas, ocorre mediante o uso de Web Services. A Figura 15 destaca a integração entre as aplicações autônomas “B” por meio dos serviços de gerenciamento “A”, que possibilitam que sistemas legados interajam ativamente com o servidor RASEA manipulando informações e modificando seu comportamento. Em conformidade com EAI, este nível de integração é conhecido como Wrapper de Legado (CUMMINS, 2002, p. 317).

Figura 15 –  Integração com o serviço de gerenciamento

Além da integração com os serviços, o RASEA possibilita a conexão com repositórios de credenciais de usuários. Como exemplo tem-se o Lightweight Directory Access Protocol (LDAP), adotado por diversas organizações com o propósito de unificar o armazenamento e centralizar a autenticação dos usuários. A Figura 16 ilustra a integração entre o servidor “A” e a base de usuários legada “B”. A estratégia de armazenamento das credenciais deve ser definida no arquivo de configuração do servidor, representada pelos itens “C”, “D” e “E”. Para garantir a extensibilidade da solução, o RASEA permite que novas estratégias “F” sejam plugadas, atendendo às necessidades específicas que possam ocorrer.


Figura 16 – Integração com base de usuários legada

É extremamente recomendável que todos os níveis de integração – desde o Banco de Dados Compartilhado (CUMMINS, 2002, p. 316) até o Wrapper – estabeleçam conexões seguras pra garantir integridade, autenticidade e confidencialidades da informação. A integração entre as aplicações e os serviços RASEA deve empregar o HyperText Transfer Protocol Secure (HTTPS), utilizado por instituições financeiras para efetuar transações via Internet. A conexão com a base de credenciais deve utilizar dutos criptografados, tal como o Secure LDAP (LDAPS). Não faz parte do escopo desde trabalho detalhar protocolos e técnicas de segurança.

Integrar soluções existentes ao invés de reinventá-las. Essa característica está evidenciada nos agentes RASEA, que se beneficiam de diversas tecnologias para desempenhar o seu trabalho, encaixando-as como peças de quebra-cabeça. Todos os detalhes sobre os agentes serão explicitados no tópico “3.6 Agente” (p. 41).

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